quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PRECONCEITO LINGUISTICO


Português: difícil? por progdaellen no Videolog.tv.
As forma como muitas pessoas às vezes pronuncia de certas palavras e nessa pronúncia acabam trocando o L por o R nos encontros consonantais e isso tem levado a muitos acharem que essas pessoas que falam desta forma não tem instrução escolar nenhuma ou mesmo, são pessoas com “atraso mental” e esse tipo de pensamento não deve ser aceito. Cientificamente essa pronuncia não é sinônimo de atraso mental e sim um fenômeno fonético que até mesmo contribuiu para a formação da língua portuguesa padrão. Do ponto de vista exclusivamente lingüístico, o fenômeno que existe no português não-padrão é o mesmo que aconteceu na historia do português-padrão e este fenômeno recebe o nome técnico de rotacismo, e este participou da formação da língua portuguesa padrão, e ele continua vivo e atuante no português não-padrão atual. Trata-se aqui dos brasileiros que falam na verdade uma variedade não-padrão. Essa pronúncia deve ser aceita pela escola, como uma variante lingüística dos “brasileiros falantes das variedades não-padrão”, a “classe social, marginalizada, que não tem acesso à educação formal e aos bens culturais da elite”.
Podemos perceber, entretanto, que o preconceito citado aqui não é lingüístico na essência, mas, sim, preconceito de culturas. E o que acontece é que muitas vezes o preconceito lingüístico torna-se um preconceito social. Assim como existe o preconceito pela fala de determinadas classes sociais o mesmo ocorre com. determinadas regiões, como o nordeste que é bastante ridicularizada. Como no caso
dos nordestinos que aparecem em novelas como grotescos, atrasado, que são criados para provocar riso e deboche por parte dos outros personagens, afinal, se o nordeste é atrasado e pobre conseqüentemente as pessoas que nasceram lá também serão, e isso não é verdadeiro.
É preciso respeitar a língua falada que muitas vezes não é idêntica à língua escrita, e que o grande problema se encontra na situação social que se encontra o Brasil, de injustiças, exclusões, desigualdades. Que o problema é político e só a mudança social pode resolver . No texto Marcos Bagno trata da inexistência ou mito (como ele mesmo o chama) da “ passiva sintética ou passiva pronominal”. Segundo as gramáticas normativistas a estrutura passiva no português do Brasil, se dá em orações com verbo ser (raramente: estar, ficar, vir, etc..) seguido de um particípio passado, assim chamada de passiva analítica.

VARIAÇÃO LINGUISTICA

Entende-se por variação linguisticaos vários falares entre falantes de uma língua. Toda língua natural tem suas variações. Em se tratando da língua portuguesa, pode-se citar como uma das principais variações a diferença entre os falares do Brasil e de Portugal.
No Brasil temos muitos falares. Essa variação é justificada não apenas pelo fato histórico, que, necessariamente, leva a profundas transformações qualquer língua, como também pelas diferenças regionais, sociais, grau de escolaridade, sexo e principalmente pelas categorias profissionais.
Dentro de uma mesma região, as pessoas formam pequenas comunidades que acabam criando, por repetição de hábitos e tendências, suas características, até não entendível por outras comunidades: presidiários, internautas, trabalhadores rurais, os urbanos, os políticos, etc. O que é muito importante compreender é que essas variações não devem ser vistas como 'erro' e sim – variações.
Até mesmo a questão do uso da 'Norma-não-padrão' não pode ser discriminada. Muitas vezes, ela prende-se a raízes perfeitamente históricas e a leis que a própria língua protege, tais como, economia, suficiência e necessidade. 






quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Portugues Instrumental

Português instrumental é uma disciplina acadêmica que prioriza o ensino do preenchimento correto de correspondência oficial, no caso entre empresas (pessoas jurídicas em geral), para que o futuro profissional não preencha nenhum tipo de comunicação fora do padrão técnico.

  1. tipo textuais:
Em linguística, tipos textuais refere-se à estrutura composicional dos textos. Hoje, admite-se cinco tipos textuais, a saber: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção.

A NARRAÇÃO: está presente quando o texto fornece informações sobre o tempo e espaço do fato narrado. Além disso, é comum aparecerem nomes de personagens e um "clímax" em determinado momento. Há, portanto, o desenvolvimento da história, um momento de tensão, e a volta à estabilidade. Um exemplo clássico de narrativa são os contos de fada.
EXEMPLO :
Uma lição de vida

Lembro-me de uma manhã em que descobri um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei algum tempo, mas estava demorando muito e eu tinha pressa.

Irritado e impaciente, curvei-me e comecei a esquentá-lo com o meu hálito. E o milagre começou a acontecer diante de mim num ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu e a borboleta saiu, arrastando-se. Nunca hei de esquecer o horror que senti: suas asas ainda não estavam abertas e todo o seu corpinho tremia, no esforço para desdobrá-las.

Curvado por cima dela, eu a ajudava com o meu hálito. Em vão. Era necessária urna paciente manutenção e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol. Agora era tarde demais. Meu sopro obrigava a borboleta a se mostrar, antes do tempo, toda amarrotada. Ela se agitou desesperada e, alguns segundos depois, morreu na palma de minha mão.

Acho que aquele pequeno cadáver é o peso maior que tenho na consciência. Hoje, entendo bem isso: é um pecado mortal forçar as grandes leis.

Não devemos nos apressar, nem ficar impacientes, mas seguir confiantes o ritmo eterno.

Nikos Kazantzakis


A ARGUMENTAÇÃO: está presente quando um determinado ponto de vista é defendido em um texto. São os chamados textos dissertativos.
A exposição, como o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação. 
 EXEMPLO :
ABORTO
A lei do aborto que á pouco tempo foi vigorada em Portugal deve ser urgentemente universalizada, em todo Mundo.

O aborto, a chamada Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), é um tema problemático em permanente discussão e debate social, visto ser uma questão que toca valores éticos muito profundos.

Um dos argumentos apontados pelos defensores do “não” dizia respeito, que a despenalização do aborto iria provocar o aumento de número de abortos.

Mas estudos estatísticos de Itália e Holanda mostram o contrário que quando o aborto foi legalizado nestes dois países, este diminui.

Contudo a mulher tem o direito de tomar decisões num assunto que diz respeito á sua vida como á da maternidade, este direito está referido na Organização das Nações Humanas (ONU), que agora vou passar a citar “Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los”.

Ao universalizar-se esta lei iria se estar a promover a saúde pública e consequentemente diminuir o aborto clandestino, em todo mundo.

Dado que o aborto mal feito pode ter consequências graves para a mulher este deve ser liberalizado para o bem da mulher.

Quando os não defensores desta lei referem que um feto é uma "pessoa", semelhante a nós, com iguais direitos estão a entrar em falácia, pois está comprovado cientificamente que até às 10 semanas não existem neurónios, logo não pode existir dor no feto nem se pode considerar um ser com direitos iguais a nós.

Em suma se a despenalização do aborto for universalizada em todo Mundo, as mulheres que decidem abortar terão a possibilidade de serem acompanhadas por profissionais da saúde, que as informarão sobre o estado de gestação do bebé e as elucidarão acerca das consequências físicas e psíquicas que a realização de um aborto poderá trazer às suas vidas.

O EXPOSITIVO : basicamente se preocupa na transmissão de informações, é um teto informativo. A maios parte dos textos jornalísticos é do tipo expositivo.
EXEMPLO :
O Telefone Celular

A história do celular é recente, mas remonta ao
passado –– e às telas de cinema. A mãe do telefone
móvel é a austríaca Hedwig Kiesler (mais conhecida
pelo nome artístico Hedy Lamaar), uma
atriz de Hollywood que estrelou o clássico Sansão
e Dalila (1949).
Hedy tinha tudo para virar celebridade, mas pela
inteligência. Ela foi casada com um austríaco nazista
fabricante de armas. O que sobrou de uma relação
desgastante foi o interesse pela tecnologia.
Já nos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra
Mundial, ela soube que alguns torpedos teleguiados
da Marinha haviam sido interceptados por
inimigos. Ela ficou intrigada com isso, e teve a idéia:
um sistema no qual duas pessoas podiam se comunicar
mudando o canal, para que a conversa
não fosse interrompida. Era a base dos celulares,
patenteada em 1940.


A DESCRIÇÃO:Nos textos descritivos existe a riqueza de detalhes e a constante presença de adjetivos. A descrição é muito recorrente em diversos gêneros textuais.
Os textos injuntivos, por sua vez, são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. Nesses textos, as frases, geralmente, são no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo de texto são as receitas e os manuais de instrução.
EXEMPLO:
Trecho de conversa informal (entrevista)

"Vamos ver. Bom, a sala tem forma de ele, apesar de não ser grande, né, dá dois ambientes perfeitamente separados. O primeiro ambiente da sala de estar tem um sofá forrado de couro, uma forração verde, as almofadas verdes, ladeado com duas mesinhas de mármore, abajur, um quadro, reprodução de Van Gogh. Em frente tem uma mesinha de mármore e em frente a esta mesa e portanto defronte do sofá tem um estrado com almofadas areia, o aparelho de som, um baú preto. À esquerda desse estrado há uma televisão enorme, horrorosa, depois há em frente à televisão duas poltroninhas vermelhas de jacarandá e aí termina o primeiro ambiente. Depois então no outro, no alongamento da sala há uma mesa grande com seis cadeiras com um abajur em cima, um abajur vermelho. A sala é toda pintadinha de branco ..."

O INJUNTIVO: são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. São abundantes os verbos no imperativo. Os textos injuntivos denotam ordem. Exemplo desses textos são as receitas culinárias e os manuais de instrução.

É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual. Os tipos, como foi dito, aparecem em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros texuais, portanto, são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula, conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.
Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual, da mesma forma que um único gênero pode conter mais de um tipo textual. Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas, descritivas, injuntivas e assim por diante.
EXEMPLO:
Receita de Cuca Gaúcha

Dificuldade: Fácil
Tempo de Preparo: 45 min
Ingredientes

- 500 g de farinha
- 1/2 xícara de açúcar
- Duas colheres de fermento biológico
- Duas colheres de banha ou manteiga
- Noz-moscada a gosto
- Dois ovos
- Requeijão
- Sal a gosto
- Leite puro ou misturado e água a gosto

(Para fazer a farofa que será jogada por cima da cuca,
misture açúcar, farinha e banha)
Modo de Preparo

GENEROS TEXTUAIS:
Gêneros textuais Realizações lingüísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas . Textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas Abrange um conjunto aberto e praticamente ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função. Exemplos de gêneros: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, horóscopo, receita culinária, lista de compras, cardápio, instruções de uso, outdoor, resenha, inquérito policial, conferência, bate-papo virtual, etc